Roteiro 2 de Julho

ROTEIRO 2 DE JULHO

(Clique aqui e veja esse roteiro no Google My Maps)

A história da Independência da Bahia começa a ganhar vulto no início de 1822, quando o rei de Portugal, D. João VI, substitui o comandante das tropas de Salvador, o brasileiro Manoel Guimaraes, pelo general português Madeira de Melo. Muitos protestos acontecem nas ruas, gerando confronto entre a população e os soldados portugueses. Em fevereiro daquele ano soldados portugueses tentam invadir o Convento da Lapa na busca de rebelados, e acabam matando a madre superiora Soror Joana Angélica.
O movimento se alastrou pelas cidades do Recôncavo. No mês de junho de 1822 em Santo Amaro, os vereadores declaram D. Pedro o defensor perpétuo do Brasil independente, o que significa não obedecer mais ao rei de Portugal. No dia 25 de junho, na Vila de Cachoeira, também é declarado o rompimento. Outras cidades seguiram o exemplo, e Cachoeira se torna o centro das tropas libertadoras.
Os vaqueiros da cidade de Pedrão, comandados pelo padre Brayner, se incorporaram a luta, transformando armas de caça, em armas de guerra. D. Pedro I envia tropas comandadas pelo general Labatut e naus comandadas por Lord Cochrane. Um grande número de voluntários se incorpora a luta tornando decisivos os resultados de grandes batalhas, entre elas a de Pirajá, travada durante oito horas por 4000 homens, culminando na libertação final das tropas portuguesas no dia 02 de julho de 1823.
As tropas vitoriosas entraram na cidade pela antiga Estrada das Boiadas, que mais tarde passou a ser conhecida como Estrada da Liberdade. Pararam na Igreja da Lapinha, seguindo depois até a Catedral, onde aconteceu um Te Deum ( solenidade de Ação de Graças ).
O desfile no dia 2 de julho, anualmente, repete o trajeto das tropas vitoriosas. Em 1895 foi inaugurado o monumento ao 2 de julho no Campo Grande, e desde essa época o trajeto do desfile foi ampliado.
Em 2007, o Governo do Estado, através da Lei 10.695/07 estabeleceu que no dia 25 de junho a sede do governo seja transferida para Cachoeira em uma homenagem a resistência da população do Recôncavo Baiano as tropas portuguesas durante as lutas pela independência. Em 21 de abril de 2010, foi publicada a lei estadual no. 11.901 que tornou o Hino ao 2 de Julho o hino oficial da Bahia.

O Roteiro

Fatos, datas e personalidades ligadas a história da Independência da Bahia são lembrados em nomes de ruas e praças, esculturas, bustos, igrejas e museus de Salvador. Muitos podem ser vistos durante a visitação ao Centro Histórico da cidade, outros em áreas mais afastadas. Mas, se você visitante tem um interesse especial em fatos marcantes como esse, siga este roteiro e aproveite para sentir um pouco da força da Independência da Bahia.

No roteiro disponível no Google My Maps será possível conhecer a localização não só dos atrativos relacionados com o 2 de julho como os atrativos históricos e arquitetônicos que estão ao longo do trajeto do desfile.

 

PIRAJÁ

Local conde aconteceu a Batalha de Pirajá. Nome de origem tupi significa viveiro de peixes. Em 1972, por decreto municipal passou a Parque Histórico ligado à guerra da Independência. No Panteão de Pirajá, no dia 01 de julho, é colocado o Fogo Simbólico, vindo do Recôncavo, representando as cidades da região que participaram das batalhas.

A Igreja de São Bartolomeu de Pirajá apresenta torre única piramidal, provavelmente construída no século XVIII, possui planta típica de matrizes do período, nave única, corredores laterais, sacristia transversal. As Tribunas estão localizadas apenas na área da capela mor.

O Panteão simboliza a gratidão do povo baiano para o General Labatut que preparou as tropas libertadoras que expulsaram os soldados do General Madeira de Melo. Foi inaugurado em 1914, e possui arquitetura com características neoclássicas.

LAPINHA

A Igreja da Lapinha foi construída no final do século XVIII, porém passou por grandes transformações inclusive teve a fachada invertida. Antes era voltada para o mar, atualmente é voltada para a praça. Reflete uma mistura de estilos arquitetônicos. Apresenta fachada neogótica, e interior mourisco. Passou por muitas reformas entre 1913 e 1970.
Localizado ao lado da igreja está o Pavilhão 2 de Julho. Edificado originalmente em 1835, pela Sociedade Dois de Julho para guardar os emblemas da festa. Em 1918, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia construiu o atual Pavilhão. Guarda os carros do Caboclo e da Cabocla, cuja guarda pertence ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia.
A figura do Caboclo está presente nas comemorações da Independência da Bahia desde 1824, quando a população enfeitou uma carreta para o desfile cívico e colocou sobre ela um velho indígena. A Cabocla foi inserida no cortejo festivo a partir de 1846.

Igreja da Lapinha

Igreja da Lapinha

Busto do General Labatut
Criado em 1923 pelo escultor italiano, radicado na Bahia, Pasquale de Chirico. O conjunto possui cerca 4,74m, formado por busto em bronze fundido, sustentado por uma pilastra quadrada em granito.
O General Pedro Labatut, nasceu na França em 1775. Designado por D. Pedro II comandou as tropas vitoriosas na Independência da Bahia. Faleceu na cidade do Salvador, no dia 4 de setembro de 1849.

Busto do General Labatut

Busto do General Labatut

SOLEDADE

A estátua a Maria Quitéria de Jesus, “Soldado Medeiros”, localizada no Largo da Soledade, foi inaugurada no dia 21 de agosto de 1953, sendo de autoria de José P. Barreto. Desenvolvida em bronze com pedestal de granito, com 6,52m de altura, retrata a intrépida baiana em posição de luta.
Maria Quitéria de Jesus Medeiros nasceu em Cachoeira em 1792, pediu ao pai para se alistar no Exercito Brasileiro em 1822. Sem conseguir permissão, fugiu de casa, e se alistou disfarçada em trajes e cabelos masculinos. Alistou-se com o nome de Soldado Medeiros. Fez parte do Batalhão dos Periquitos, assim conhecido, por que o uniforme tinha gola e dos punhos verdes. Descoberta pelo pai, foi impedida de deixar o exército por seus superiores. Recebeu das mãos de D. Pedro I a condecoração dos Cavaleiros da Imperial Ordem do Cruzeiro, na cidade do Rio de Janeiro. Casou-se com Gabriel Pereira de Brito, pai de sua única filha. Mudou-se para Salvador onde morreu em 1853.

Estatua de Maria Quitéria

Estatua de Maria Quitéria

 Igreja e Convento da Soledade
A construção da igreja tem data desconhecida. O convento foi iniciado em meados do século XVIII, para servir de recolhimento de mulheres “arrependidas do meretriciato e para donzelas pobres”, e como casa religiosa para a Ordem das Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus. Sua fachada apresenta tratamento rococó tardio, provavelmente do mesmo período quando a fachada do convento sofreu modificações, início do século XX.

Igreja da Soledade

Igreja da Soledade

Centro Histórico
Catedral Basílica
A antiga Capela do Colégio dos Jesuítas foi construída em meados do século XVI. As pedras que cobrem seu frontispício vieram de Portugal. Após a expulsão dos jesuítas do Brasil e de Portugal, a igreja passou a ser a Catedral de Salvador.
Suas torres atarracadas e frontão clássico ladeado por volutas mostram traços inspirados na Igreja de Gèsu, sede dos jesuítas em Roma, muito comum nas construções dessa ordem religiosa. Nos nichos acima das portas de entrada estão imagens de três santos jesuítas: Santo Inácio de Loyola, fundador da ordem jesuítica; São Francisco Xavier, padroeiro de Salvador e São Francisco de Borja.

Catedral Básilica

Catedral Básilica

 Nazaré
Convento da Lapa
Em meados do século XVIII, Salvador precisava de um segundo convento feminino, pois, o convento do Desterro já não atendia as necessidades das famílias que desejavam que suas filhas seguissem a vida religiosa.
A Igreja e Convento de Nossa Senhora da Conceicao da Lapa, foram inaugurados em 1774. Em fevereiro de 1822, o Convento foi invadido pelas tropas do General Madeira de Melo, que acabaram por matar a madre superiora Soror Joana Angélica, que antes de ser atingida, proferiu a famosa frase: “Para trás, bárbaros, respeitai a casa de Deus”. A rua onde está localizado o Convento, foi batizada em sua homenagem Avenida Soror Joana Angélica.

Convento da Lapa

Convento da Lapa

Igreja de Santana

Sua construção teve início em 1774. Seu delicado frontispício recebeu elementos vindos de Lisboa, e já mostram a tendência do estilo arquitetônico rococó. A torre tem terminação em mansard. Maria Quitéria de Jesus Medeiros, que participou da Guerra da Independência da Bahia foi enterrada no Cemitério da Igreja.
A Beata Irmã Dulce, quando morava nos arredores da igreja era sua frequentadora, e foi no seu interior que decidiu ingressa à vida religiosa.

Igreja de Santana

Igreja de Santana

AFLITOS
Chafariz de origem italiana com 5,60m de altura, de autoria desconhecida. Trabalhado em mármore de Carrara, com notável técnica de pedra lavrada. Composto por bacia octogonal possui um pedestal central adornado com relevos. No topo figura alusiva a Independência da Bahia, composto por uma índia empunhando lança e pisando uma hidra. Foi instalado em 1853 na Praça da Piedade, e transferido posteriormente para o Largo dos Aflitos.

Chafariz da Cabloca

Chafariz da Cabloca

Campo Grande
O monumento a Independência da Bahia é composto de base de mármore de Carrara com decorações em bronze que representam batalhas, personagens e riquezas do estado. Na base está assentada uma elegante coluna de bronze com decoração da ordem coríntia. Acima da coluna a figura de um índio, armado de arco e flecha simbolizando o Brasil, na atitude de desferir golpes sobre uma serpente, em alusão a vitória dos brasileiros contra os portugueses. Mede vinte e cinco metra e oitenta e seis centímetros. Foi inaugurado em 2 de julho de 1895, e é de autoria de Carlo Nicoli.

Monumento 2 de Julho

Monumento 2 de Julho

Personagens ligados a Independência da Bahia cujos nomes batizaram ruas e praças de Salvador:

(Clique aqui e veja esse roteiro no Google My Maps)

Redes Sociais

Palácio Rio Branco - Praça Thomé de Souza, S/N, Centro. CEP: 40.020-010 (ver mapa) | Tel: +55 71 3116-6814/6863