Seminário da Diversidade discute direitos humanos e interferência da religião nas políticas de saúde

 

Marca Semana da Diversidade 12a Parada Gay Salvador

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O II Seminário da Diversidade teve mesa solene de abertura na quarta-feira (04) com o tema A construção do Estado laico no Brasil e a defesa dos direitos humanos na área da saúde, das 15 às 18h, na sede da Unifacs do Caminho das Árvores. O evento se estende até esta sexta-feira (6) com novos palestrantes e com a presença de estudantes de graduação, autoridades e visitantes.

Na mesa estiveram presentes o chanceler da Unifacs, Manoel Joaquim Fernandes de Barros Sobrinho; Priscila Cerqueira, representando o presidente da Bahiatursa; o Secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, o secretário da Casa Civil da Bahia, Rui Costa, o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira,  a curadora do II Seminário da Diversidade, professora Elisabeth Dantas, e o presidente do Diretório Central dos Estudantes da UNIFACS, Ricardo Oliveira.

DIREITOS – “Tenho certeza do sucesso dessa programação, e que dessa forma a gente vá marcando alguns passos no caminho da melhoria das nossas condições de aceitação da diversidade de superação dos problemas sociais, que ainda são muitos na Bahia, na cidade de Salvador e no Brasil”, disse o professor Manoel Joaquim Fernandes de Barros Sobrinho, ao encerrar sua fala.

Marcelo Cerqueira discutiu a saúde do ponto de vista do Estado, pontuando que saúde é coisa extremamente importante para nossa vida e religião também, mas “cada um tem que estar no seu quadrado”.  Marcelo disse que “todo mundo tem um Deus, uma força superior para acreditar, para se nutrir e se apropriar dela, mas não concebemos hoje que o conservadorismo religioso, especialmente, tenha essa finalidade de barrar políticas públicas, o  programa público de governo  voltado para população específica”.

RELIGIÃO – Segundo o ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que falou sobre A interferência da religião nas políticas de saúde pública, especialmente nas dirigidas a populações estigmatizadas, “chegamos ao contexto de hoje: a visão da determinação social da saúde”.

“A saúde social é politicamente determinada e, portanto, as iniquidades, as violências, os preconceitos afetam profundamente o perfil de saúde de uma população”, disse o ex-ministro. “A tarefa fundamental dos sanitaristas, dos militantes pela saúde, é contribuir para a produção de uma consciência política libertária e progressista em saúde. E muitas vezes o contexto político pode trabalhar no sentido de impedir a construção de uma consciência política de vanguarda”, acrescentou.

“Não existem gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, homossexuais – tem apenas pessoas que se apaixonam por outras pessoas”, disse José Gomes Temporão, que falou também sobre a interferência da religião nas políticas de saúde pública, especialmente nas dirigidas às populações estigmatizadas.

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