Flica: visitantes podem aproveitar atrativos turísticos de Cachoeira durante final de semana

A cidade de Cachoeira possui belas igrejas, construídas entre os séculos XVII e XVIII

Um dos destinos baianos do turismo religioso, a cidade possui igrejas construídas entre os séculos XVII e XVIII

Visitar templos religiosos, conhecer construções históricas e comunidades quilombolas estão entre os atrativos reservados aos visitantes que passarem o final de semana em Cachoeira, durante os últimos dias da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que segue até domingo (27). No município, localizado a 109 quilômetros de Salvador, uma programação paralela ao evento também inclui palestras e exposições do projeto Vivências Culturais, no prédio do Iphan, das 9h às 14h, até sábado (26).

Turismo religioso – Considerada um dos destinos indutores do turismo religioso, Cachoeira possui belas igrejas, construídas entre os séculos XVII e XVIII, em estilo arquitetônico barroco. Até domingo (27), as principais igrejas do município estarão funcionando todos os dias, das 8h às 12h e das 14h às 16h, para receber os turistas que forem à cidade participar da Flica.

Localizada entre a Rua Ana Nery e a Praça 13 de Maio, a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, padroeira da cidade, abriga o maior conjunto de azulejos portugueses fora de Portugal. Já a Igreja da Ordem Terceira do Carmo fica na Praça da Aclamação e é composta por coluna e altar barroco revestido em ouro, painéis e azulejos portugueses e um cemitério com lápides de madeira, do século XVIII.

Também vale a pena uma visita à Capela de Nossa Senhora da Ajuda, no Largo da Ajuda. Reinaugurada em 2002, ela foi entregue ao público completamente restaurada e fiel ao tratamento quinhentista e seiscentista da sua cantaria, madeira e pisos. Instalada no Hospital São Judas Tadeu, e construída em 1723, a Igreja da Santa Casa da Misericórdia possui, juntamente com o hospital, belos jardins decorados com peças de louça portuguesa. A nave traz características do século XVIII, rica em alfaias e ornatos.

Construída pelos africanos e afrodescendentes, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário do Monte Formoso, mais conhecida como Igreja do Rosarinho, tem em seu anexo o Cemitério dos Nagôs, no bairro do Rosarinho. Outro templo interessante de se visitar é a Igreja de Nossa Senhora da Conceição do Monte, que fica na Rua da Conceição do Monte. Em estilo neoclássico, a igreja foi tombada pelo Iphan como parte do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico de Cachoeira, no ano de 1971.

Atrativos naturais e culturais – Quem deseja apreciar as belas paisagens que ornam a cidade, pode optar por um imperdível passeio de barco pelo Rio Paraguaçu, que dura de 40 minutos a uma hora, a partir do porto de Cachoeira. O pacote para quatro pessoas varia de R$100 a R$250, e os visitantes podem escolher onde parar. São três opções: o Engenho da Vitória, ruína de um engenho; uma visita ao convento franciscano, que se encontra fechado, mas fica instalado em cima da água; e a localidade de Coqueiro, onde o visitante pode conferir as cerâmicas que são comercializadas no município.
O samba de roda também tem destino certo na cidade, com a Casa do Samba, fundada por uma das mais importantes sambistas do Recôncavo Baiano, dona Dalva Damiana. No local, é possível ver os troféus e lembranças de dona Dalva e também apreciar os ensaios do Samba Suerdieck.

Para os amantes da História, a cidade possui alguns prédios históricos que não podem ficar de fora de qualquer roteiro. Os visitantes podem conhecer a casa natal de Ana Nery, na Rua de mesmo nome. O Museu Hansen Bahia, na Rua Treze de Maio, que conta com um acervo composto por obras, ferramentas de trabalho do artista alemão, mobiliário e acessórios. Localizado na Praça da Aclamação, o Museu do Iphan abriga mobiliários de época, do Rio de Janeiro, e a sua própria instalação reflete uma construção rica em detalhes.

O município conta com o projeto Rota da Liberdade, que oferece visitas às comunidades quilombolas. Formado por 19 guias das próprias comunidades, capacitados em história e geografia regionais, primeiros-socorros e condução de trilhas, o projeto conta com roteiros que envolvem seis comunidades do município. A vida em comunidade também pode ser vivenciada ao se acompanhar de perto e até participar da produção de farinha, de azeite de dendê e xaropes.

Ocupação – De acordo com a Prefeitura local, o município encontra-se com pousadas e hotéis completamente lotados por conta da terceira edição da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que teve início na quarta-feira (23) e vai até domingo (27), no Conjunto do Carmo. Grandes nomes da literatura brasileira e internacional estão reunidos no evento, que conta com o apoio da Bahiatursa e tem entrada franca.

Como chegar:

Partindo de Salvador pela BR-324, seguir por 59 quilômetros até o entroncamento da BA-026, percorrendo-se mais 11 quilômetros até Santo Amaro. A partir dessa cidade, seguir para Cachoeira pela mesma BA-026, percorrendo mais 38 quilômetros. Outra opção é seguir pela BR-324 até o viaduto que dá acesso à BR-101; depois, seguir até a Barragem de Pedra do Cavalo e descer até Cachoeira.

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