Festival de Jazz aquece a economia do Capão

A poucos dias do Festival de Jazz do Capão, que acontece nos dias 12 e 13 de julho, já está difícil encontrar pousadas para se hospedar na vila, localizada no município de Palmeiras (BA), na Chapada Diamantina. Hoje, a taxa de ocupação nos estabelecimentos passa dos 97%, e a expectativa da prefeitura é de que 100% das pousadas e albergues estejam ocupados nos dias em que acontece o evento, que é apoiado pela Bahiatursa.

Por causa da alta demanda por hospedagem, muita gente tem procurado alternativas como camping, albergues e até mesmo aluguel de casas na vila. “A procura por casas para alugar tem sido grande, especialmente para os imóveis que estão nas proximidades do local das apresentações musicais”, afirma Áureo Prietto, profissional que atua no aluguel de casas. De acordo com Áureo, quem quiser alugar uma casa na vila para assistir ao festival terá que desembolsar entre R$ 600 e R$ 1.500, a depender do tamanho do imóvel. 

Vale tudo para quem quer um cantinho para ficar próximo da programação do Festival de Jazz do Capão. A jornalista Juliany Mendes, 30 anos, vai sair de Irecê, a cerca de 170 quilômetros do Capão, com um grupo de seis amigos, para curtir os shows do Festival. “Ligamos para 16 pousadas e não conseguimos vaga, por isso tivemos que optar pelo camping. A diária será de R$ 20”, conta a jornalista, que está com uma grande expectativa para o show de João Bosco.

Aquecimento da economia

Com os hotéis cheios e os restaurantes se preparando para atender aos novos clientes que vão chegar para o Festival, os comerciantes do Capão comemoram as perspectivas de incrementar o faturamento. “Não temos mais vagas para hospedagem. Se não fosse o festival, mesmo na alta estação, a pousada não estaria lotada”, comenta Yuri Valland, sócio da Pousada Pé no Mato. 

“Um evento como este fomenta o aquecimento da economia local. Por isso,  é de fundamental importância a parceria entre a Bahiatursa e a prefeitura de Palmeiras no Festival de Jazz do Capão, que também tem a participação das ONGs e das entidades envolvidas no desenvolvimento sustentável”, avalia o secretário de Meio Ambiente e Turismo de Palmeiras, Aruanã de Luccas.

O secretário de Turismo do Estado, Domingos Leonelli, ressalta a importância do apoio aos eventos para o fortalecimento do turismo no interior. “Essa interiorização tem funcionado com o apoio da Bahiatursa a uma série de eventos em todas as zonas turísticas baianas como foi com o São João em 77 municípios, o Festival do Chocolate e o Haleluia Fest, em Ilhéus, festivais de inverno em Lençóis e Vitória da Conquista, Flica, em Cachoeira, dentre outras iniciativas. O nosso objetivo é o de movimentar a economia do estado, atraindo turistas de outras regiões do Brasil e oferecendo produtos para que os baianos permaneçam no estado, fazendo com que os recursos circulem na própria Bahia”, explicou.

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