Dia da Baiana é comemorado com missa, cortejo e almoço

Turistas e baianos celebraram  a baiana do acarajé, um dos símbolos mais fortes da cultura popular brasileira

Turistas e baianos celebraram um dos símbolos mais fortes da cultura brasileira Foto: Rita Barreto/ Bahiatursa

As baianas do acarajé tomaram conta do Largo do Pelourinho nesta segunda-feira (25) e lotaram a Igreja do Rosário dos Pretos para celebração de missa em homenagem ao seu dia. Foi um momento de confraternização em dia de festa reunindo turistas e baianos para homenagear essas mulheres que são um dos símbolos mais fortes da cultura popular brasileira.

Celebradas por Dorival Caymmi, Jorge Amado e Carybé, as baianas entoaram cânticos, esbanjando simpatia e carisma com suas vestes brancas, saias de rechilieu e contas coloridas, simbolizando os orixás. Uma delas, Sueli Conceição Tavares (49), participa dessa confraternização há 30 anos. Emocionada, começou a cantar uma música de tradição ioruba, em agradecimento.

O babalorixá Pai Ducho, do Ilê Axé Awanejenv, filho e neto de baianas do acarajé, vê essa confraternização com alegria, pois “nesse momento em que entoamos os cânticos estamos homenageando a nossa cultura, a nossa religião de matriz africana, os nossos ancestrais, nessa bela homenagem às baianas”.

O padre Lázaro, capelão da Igreja do Rosário dos Pretos, pediu um momento de silêncio pela paz para receber a oferta e que todos fizessem o seu pedido. Em um gesto simbólico, as baianas deram as mãos para a passagem do tabuleiro com as comidas sagradas, para ofertar no altar, e entoaram o cântico Obá, Obá, Obá.

A missionária francesa da cidade de Frejus, Jessica Chiffot, disse que a confraternização tocou o seu coração. “Não sabia que existia tanta solidariedade. Essa energia que passaram, essa magia me dá força de perseverar na minha missão aqui na Bahia”, comentou.

O diretor de Serviços Turístico da Bahiatursa, Weslen Moreira, participou da confraternização e disse que nada é mais justo que prestar homenagem à baiana do acarajé. “Seja ampliando as ações, no receptivo, no aeroporto da Bahia, nessa comemoração no Pelourinho, no almoço – são ícones da nossa Bahia, elementos típicos que nos diferenciam de todos os outros estados”,  acrescentou.

Após a celebração na Igreja do Rosário dos Pretos, seguiram em cortejo para o Memorial das Baianas, onde estavam sendo aguardadas com muito samba para  “trocar figurinhas e se deliciar com um almoço cheio de iguarias baianas”, conforme descreveu Mãe Lélia, do Ilé Axé Tolomogi, baiana há 25 anos.

 

 

 

 

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