Carnaval de Salvador pode se tornar Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro

O presidente da Bahiatursa, Diogo Medrado, destacou a importância turística do Carnaval Foto: Manu Dias/ GovBA

O presidente da Bahiatursa, Diogo Medrado, destacou a importância turística do Carnaval Foto: Manu Dias/ GovBA

Esforço no sentido de tornar o Carnaval de Salvador Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro está sendo desenvolvido pela Bahiatursa em ação conjunta com o Conselho Municipal do Carnaval – Comcar e a deputada federal Alice Portugal, que requereu ao Ministério da Cultura a oficialização do pedido.

A deputada afirma, no documento, que a cultura baiana é das mais ricas do Brasil. “O Estado da Bahia constitui centro de produção e difusão cultural de enorme relevância, tanto no âmbito do patrimônio histórico e da vasta produção artística, quanto no universo da cultura popular e das manifestações de natureza intangível. Entre essas últimas, destaca-se a grande festa do Carnaval de Salvador”, diz.

A ideia coincide com o desejo do governador Rui Costa de ampliar a presença do Estado no Carnaval, manifestado durante a coletiva de apresentação das ações na folia baiana. “Considero a cultura, ao lado da educação, como pilar fundamental na vida do cidadão. Seja no consumo ou como manifestação artística individual. Quero incentivar isso por meio do Carnaval, e também com as minhas visitas às escolas estaduais”, disse.

TURISMO - O presidente da Bahiatursa, Diogo Medrado, reafirma a importância do Carnaval para a economia local, do ponto de vista turístico, chamando a atenção para o número de visitantes que chegam à capital baiana para a festa. “São cerca de 520 mil turistas entre os cerca de dois milhões de foliões que brincam nas ruas de Salvador, movimentando os segmentos hoteleiro, de bares e restaurantes e o comércio em geral, dentre outros”, diz

Diogo destaca a importância do Carnaval para a economia baiana, originando boa parte dos cerca de 5% que as atividades ligadas ao turismo representam do Produto Interno Bruto da Bahia. “Além do turismo, há uma vasta gama de atividades econômicas que crescem em razão do Carnaval, gerando emprego e renda”, afirma. Ele ressalta que os turistas acabam multiplicando, em suas cidades, as informações sobre os encantos e as belezas da capital baiana.

O presidente do Comcar, Pedro Costa, constata que a grande diferença do Carnaval da Bahia para os demais é a sua diversidade. “Em Recife tem o frevo, no Rio tem o samba e a Bahia tem tudo isso e mais: a axé music, os bloco de trio, os blocos afros, os afoxés, além do folião pipoca”, afirma Pedro.  “Todos encarnam a vontade popular, que nada mais é que representações de características culturais do povo baiano, o que repercute, também, durante todo o ano, no Brasil inteiro, através da representação cultural da Bahia que são as baianas e a capoeira”.

Já o diretor de Serviços Turísticos da Bahiatursa, Weslen Moreira,  chama a atenção para o significado da festa, que em 2005 foi considerada o maior carnaval de rua do mundo, pelo Guinness Book. “A festa começa sete dias antes da Quarta-feira de Cinzas, no Circuito Sérgio Bezerra, na Barra”, diz, “e prossegue nos outros dias pelos demais circuitos: Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande-Avenida Sete) e Batatinha (Centro Histórico)”.

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