Bahia quer incentivar a produção associada ao turismo

Um dos principais dilemas da economia do turismo baiano é a falta de ligação das cadeias produtivas com os grandes empreendimentos, sobretudo da área da hotelaria. Esta foi uma das conclusões apontadas durante o II Seminário de Produção Associada ao Turismo, organizado pelo Sebrae e que ocorre até esta quarta-feira (18) em Ituberá, na Zona Turística Costa do Dendê.

Presente no evento, o titular da Setur, Domingos Leonelli, lembrou da importância da atividade para a economia na Bahia. “No mundo, um em cada 12 empregos são na área do turismo e, no nosso Estado, esse número é ainda maior. Por isso, precisamos construir uma lógica de produção sustentável, e o Baixo Sul da Bahia está bastante avançado nesse sentido”, avaliou.

 

Presente no evento, o titular da Setur, Domingos Leonelli, lembrou da importância da atividade para a economia na Bahia. “No mundo, um em cada 12 empregos são na área do turismo e, no nosso Estado, esse número é ainda maior. Por isso, precisamos construir uma lógica de produção sustentável, e o Baixo Sul da Bahia está bastante avançado nesse sentido”, avaliou.

Leonelli refere-se à produção de artesanato de alto nível, com piaçava, e também de gêneros alimentícios como o dendê, o guaraná e o palmito. “São produtos que cabem perfeitamente na cesta de consumo dos hotéis, que são os principais compradores na área do turismo”, disse o secretário, que citou ainda exemplos de destinos turísticos que importam de fora produtos, como pescado e frutas.

Dificuldades - De acordo com informações do Sebrae, baseadas em um estudo feito na Costa do Dendê, 100% dos produtos consumidos na zona turística vêm de outras regiões. A pesquisa indica que os motivos para a compra fora da região são a qualidade dos produtos, confiança nos fornecedores, pontualidade na entrega, variedade e bons preços.

Já as desvantagens apontadas para as compras em outras localidades são a distância e a dificuldade de entrega em determinados municípios, a exemplo do distrito de Morro de São Paulo. Além disso, o estudo assinala que há outros aspectos que dificultam as operações de compras dentro da Costa do Dendê, como o custo alto, falta de opções e alguns fornecedores que não possuem nota fiscal.

Reciclagem é exemplo de sucesso

Apesar dos desafios, algumas iniciativas se destacam dentro da produção associada ao turismo. Uma delas é a atividade desenvolvida pelo artista plástico Carlos Ponciano e sua mulher, Iraci.

Através da reciclagem de objetos que iriam para o lixo, o casal produz cerca de 800 peças artesanais, por mês, que são vendidas para turistas que frequentam a localidade de Morro de São Paulo, um dos principais destinos de viagem ao território baiano.

Latas de alumínio, garrafas pet, tubos em PVC, cadeiras de plástico, tampas de margarina e outros 36 itens descartáveis servem de matéria-prima para a produção de imãs de geladeira, objetos decorativos, porta-retratos e chaveiros. Ponciano garante que tudo é feito com material reciclável e que tira o sustento dos familiares com esse tipo de trabalho. “Temos que transformar o lixo em nosso amigo”, disse.

O sonho do artista é montar uma estrutura para capacitar jovens e adolescentes no ofício que ele diz ser muito rentável, sobretudo durante a baixa estação. “Estou em busca de parceiros para transferir o meu conhecimento para aqueles que precisam”, conclui.

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