Bahia pode ganhar mais seis novos patrimônios imateriais

Marujada em Prado, um dos bens culturais que podem ser beneficiados    Foto João Ramos/Bahiatursa

Marujada em Prado, um dos bens culturais que podem ser beneficiados Foto João Ramos/Bahiatursa

  O ‘Zambiapunga’ do Baixo Sul baiano, presente em Nilo Peçanha, Valença, Taperoá, Cairú e na localidade de Morro de São Paulo, a ‘Festa do Divino’, de Bom Jesus da Lapa, a ‘Procissão do Fogaréu’, de Serrinha, e a ‘Chegança e Marujada’, existente em vários municípios, são alguns dos bens culturais que podem receber a chancela definitiva de ‘Patrimônio Imaterial da Bahia’.

Os trabalhos de pesquisa, documentação e análise histórica-conceitual estão sendo realizados por equipe multidisciplinar do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), formada por antropólogos, historiadores, arquitetos e fotógrafos. Os terreiros Omo Ilê Agboulá e Tuntum Olukotun, ambos de Baba Egum – culto aos ancestrais – da Ilha de Itaparica, também estão sendo estudados pelo Ipac, autarquia da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA).

Esses bens culturais receberam notificação provisória do Instituto entre julho de 2014 e fevereiro deste ano. “Agora, aguardam a finalização dos estudos para serem apresentados como dossiês à SecultBA e ao Conselho Estadual de Cultura (CEC), que faz a votação para torná-los protegidos oficialmente”, explica o diretor geral do Ipac, João Carlos. Segundo ele, caso endossados pelo CEC, os dossiês são encaminhados para aprovação do governador do Estado que assina decretos dos bens como ‘Patrimônios Imateriais’ e os envia para publicação no Diário Oficial.

De acordo com João Carlos, o conceito de ‘Registro Especial’ é utilizado para proteger bens intangíveis, como festas e manifestações populares, ofícios, conhecimentos, modos de ser e de fazer culturais. Enquanto os bens materiais, como edificações e obras de arte são protegidos via ‘tombamento’. “Atualmente, o Ipac contabiliza 19 registros definitivos de bens intangíveis e 187 bens materiais tombados”, relata o diretor.

Dez terreiros de candomblé da região de Cachoeira e São Félix também receberam registro especial, esses já decretados pelo governador, em novembro de 2014. Uma das vantagens é que, quando são protegidos pelo poder público, os bens culturais passam a ter prioridade nas linhas de financiamento municipais, estaduais e federais.

Os bens protegidos são inscritos em livros. Se aprovados, o Fogaréu, de Serrinha, e a Festa do Divino, de Bom Jesus da Lapa, serão inscritos no ‘Livro de Eventos e Celebrações’. O Zambiapunga e as Cheganças e Marujadas no ‘Livro de Expressões Lúdicas e Artísticas’. Já os terreiros de Baba Egum serão inscritos no ‘Livro de Espaços destinados a Práticas Culturais Coletivas’. Outros dados sobre os registros podem ser obtidos via Gerência de Patrimônio Imaterial (Geima), nos telefones (71) 3116-6741 e 3116-6828 ou pelo endereço eletrônico geima.ipac@ipac.ba.gov.br. Mais informações estão disponíveis no site do Ipac.

Informações da Secom.

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