Ações do turismo apresentadas ao Conselho Estadual de Cultura

Um balanço de ações desenvolvidas pela Secretaria de Turismo do Estado (Setur) foi apresentado pelo secretário Domingos Leonelli ao Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC),  terça-feira (26), no anexo do Palácio da Aclamação. O encontro foi uma iniciativa do CEC para estreitar relações com a secretaria e conhecer mais a fundo as ações e propostas da Secretaria com reflexos no setor cultural.

“O turismo é uma atividade dependente da cultura e na Bahia mais ainda. Ainda é muito forte o nosso turismo de sol e praia, mas o que nos diferencia de outros estados do nordeste, que também têm bons destinos de sol e praia, é o nosso patrimônio cultural”, comentou Leonelli.

Dados como a qualificação de 12 mil pessoas pelo programa de qualificação profissional e empresarial desenvolvido pela Setur e o investimento de R$ 20 milhões na recuperação de importantes do patrimônio histórico, a exemplo do Palácio Rio Branco, da Igreja do Rosário dos Pretos e da Igreja e cemitério do Pilar foram destacados, assim como o andamento das obras do palco móvel do Pelourinho, projeto do professor de arquitetura da Ufba e conselheiro do CEC, Pasqualino Magnavita.

Leonelli também falou da criação de novos serviços – como o Disque Bahia Turismo (call center trilíngue, que atende 24 horas pelo telefone 71 3103-3103 e pelo chat do portal www.bahia.com.br) e o programa Guias e Monitores do Carnaval, que terá experiência levada para a Copa das Confederações e Copa do Mundo, além de novos produtos turísticos como o enoturismo, o Espicha Verão, a Stock Car, o Salão Baiano de Turismo (que será realizado de 10 a 14 de abril) e a formatação do São João da Bahia como produto turístico, que privilegia o forró e a tradição cultural baiana.

Destaque também para a implantação de um distrito turístico e cultural na Baía de Todos-os-Santos, proposta pela Setur com o Programa de Desenvolvimento do Turismo – Prodetur Nacional Bahia. A proposta inclui, dentre outros aspectos, o incentivo ao turismo náutico e a recuperação do patrimônio histórico e cultural.

“Estamos buscando uma aproximação com a Secretaria de Turismo, que tem pautas próximas da cultura como o São João, o Carnaval, a Copa do Mundo e a Arena Castro Alves. Queremos abrir um diálogo para contribuir e questionar os projetos do turismo, assim como já fizemos com as secretarias de Educação, de Comunicação e também a Secopa (Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014)”, explicou Márcio Caires, presidente do CEC.

Proposta da Arena Castro Alves

A proposta de requalificação do entorno da Praça Castro Alves, que inclui a reestruturação urbana da Rua do Sodré e das ladeiras da Montanha, Preguiça e da Conceição, que atualmente se encontram em estado de degradação, e a implantação de uma arena multiuso, a 50 metros da Praça Castro Alves, foi um dos itens da apresentação aos membros do Conselho Estadual de Cultura da Bahia.

Dentre outros itens, os estudos preliminares indicam a reforma de casarões, melhorias na iluminação pública, incluindo fiação subterrânea, implantação de acessibilidade e a possível instalação de um teleférico que ligue essa área da cidade à Conceição da Praia, na Cidade Baixa.

“Esta arena deve ter áreas para oficinas de teatro, cenografia e sonoplastia, dentre outras atividades. Acreditamos que os custos serão equivalentes a 20 ou 30% dos R$ 25 milhões que devemos receber do Ministério do Turismo. Destes, R$ 10 milhões já estão assegurados, inclusive para os estudos que serão feitos para elaboração do projeto. O que estamos mostrando são propostas que serão discutidas com a população, inclusive na Câmara dos Vereadores e não deixamos de lado a possibilidade de abrir um concurso público para escolher a intervenção, caso a arena não seja aprovada”, explicou o secretário.

Presente no encontro, Pasqualino Magnavita, reconhecendo a proposta de requalificação da área, sugeriu a inclusão de uma nova parada do Elevador Lacerda na altura da Ladeira da Montanha, inclusa na proposta. “Há mais de 10 anos estudo esta possibilidade com alunos da universidade”, disse.

O escritor Aramis Ribeiro Costa foi um dos que falaram sobre a iniciativa da Setur. “É preciso olhar com muito cuidado para esta região que é histórica. Foi importante trazer esta proposta para o conselho para nos esclarecer e nos chamar atenção para uma área que não pode ficar degradada. Mas é preciso dizer que, ainda que a arena não seja aprovada, com o formato proposto, que venhamos a ter na região uma sala de música em menor proporção. Nosso desejo é que não pare a luta pela recuperação da área que não pode ser destruída. É questão de patrimônio cultural”, defendeu o conselheiro do CEC.

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