Acervo artístico-cultural das igrejas atrai atenção de turistas que visitam Salvador

Igreja do Pilar-Foto-Manu Dias (1)1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se valesse a máxima de que Salvador possui 365 igrejas, o turista que chegasse à cidade teria à disposição uma igreja diferente para visitar em cada dia do ano. No entanto, segundo a Arquidiocese de Salvador, esse número é maior: 372.

Números à parte, as igrejas de Salvador tornam-se, através de seus acervos seculares, lugar onde estão história, arte e devoção, atraindo a atenção de muitos turistas. Com seus diferentes estilos arquitetônicos, relíquias, azulejaria e pinturas, esses templos católicos fazem o visitante revisitar o passado ao contar, através de verdadeiras obras de arte, histórias de vida e fé.

O turismo religioso em Salvador é bem específico e pode ser classificado de dois tipos: o cultural, no qual figuram igrejas históricas, com seu patrimônio artístico, e o de cunho estritamente religioso, marcado pela figura do peregrino, movido basicamente pela fé.

Essa opção de turismo que a Bahia oferece está sendo mostrada pela Secretaria do Turismo do Estado da Bahia (Setur) e Bahiatursa, que acontece até dia 26 de julho, durante  ExpoCatólica,  no Riocentro (Rio de Janeiro), junto com a Jornada Mundial da Juventude 2013 (23 a 28), que tem público estimado em mais de um milhão de pessoas de mais de 190 países.

Em um estande de 200 metros quadrados, os visitantes encontram informações detalhadas sobre a Bahia como destino de turismo religioso, receptivo com baianas tipicamente trajadas e exposição de fotos. Atrativos como as igrejas do Bonfim, Rosário dos Pretos, Memorial Irmã Dulce e o Santuário de Bom Jesus da Lapa também vêm sendo mostrados na feira, assim como manifestações como a Festa da Irmandade da Boa Morte, de Cachoeira, a Procissão do Fogaréu, de Serrinha, e a Romaria de Monte Santo.

A intenção dos órgãos oficiais de turismo é aumentar a receita e o número de turistas de outros estados no segmento católico, já que o público predominante nos eventos religiosos da Bahia é formado pelos próprios baianos.

Conheça um pouco das principais igrejas da capital baiana

Uma das igrejas mais conhecidas de Salvador é a do Senhor do Bonfim.  Com uma arquitetura em estilo neoclássico e fachada em rococó, segue modelo das igrejas portuguesas do século XVIII e XIX, com duas torres. Possui imagens seculares, como a do próprio Senhor do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia, de 1745, a de São Gonçalo, de 1804.

Os altares laterais, tetos e sacristia têm pinturas de 1830, dos artistas baianos Antônio Franco Velasco e José Teófilo de Jesus, este último também responsável pelos quatro quadros de canto e de cinco quadros laterais existentes na sacristia que retratam passagem da vida de Jesus. 

Na Sala dos Milagres são deixadas fotos e réplicas de partes do corpo humano em agradecimento por graças obtidas.  É em frente à igreja que acontece uma das manifestações populares mais famosas de Salvador, a Lavagem do Bonfim, onde as escadarias do templo são lavadas por baianas tipicamente trajadas.

Primeira paróquia da cidade de Salvador, localizada na base da montanha que liga as cidades Alta e Baixa, a atual Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia é o terceiro templo construído no mesmo local onde Tomé de Souza, em 1549, mandou erguer uma construção de taipa para a imagem da padroeira de Portugal. Em estilo barroco, é toda de pedra sabão trazida de Portugal.  Em 1946, a igreja foi elevada à categoria de basílica.

Chamam a atenção o forro da nave, pintado em 1773 por José Joaquim da Rocha – com representações bíblicas em perspectivas ilusórias, que dão ao visitante a impressão de entrar na pintura – e a igreja primitiva, datada do século XVI, construção que fica no interior do templo principal.

Erguida no século XVII, a atual da Catedral Basílica, localizada no Terreiro de Jesus, é a quarta, desde o primeiro Colégio dos Jesuítas, edificado em 1553. Seu revestimento interno e externo é todo em pedra de lioz.

O traçado da catedral combina duas tendências: a fachada jesuítica barroca e sem torres e o modelo português de torres gêmeas. Com estilo que mistura rococó e barroco, a igreja tem três portas encimadas por nichos de santos da Companhia de Jesus: Santo Inácio de Loyola, São Francisco Xavier e São Francisco de Borja. No forro da nave há desenhos geométricos no lugar dos típicos painéis pintados.

Uma das mais importantes edificações históricas de Salvador, o conjunto da Igreja e Convento de São Francisco foi erguido entre os séculos XVII e XVIII e é considerado uma das mais ricas expressões do barroco brasileiro, apresentando, em especial a igreja, uma decoração interior em ouro. O conjunto é classificado como uma das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo.

Possui um dos maiores conjuntos de azulejos vindos de Portugal, tanto no claustro quanto no espaço do altar, onde peças retratam cenas da vida de São Francisco. No teto, pinturas mostram várias paisagens bíblicas.

Na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, as celebrações, que unem elementos do cristianismo e da religiosidade de matriz africana despertam atenção.  Iniciada no início do século XVIII, pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos do Pelourinho, a igreja levou quase cem anos para ser concluída. No interior, destaques para paineis de azulejos, os altares neoclássicos e imagens do século XVIII. Nos fundos, localiza-se um antigo cemitério de escravos.

 Serviço

 

Igreja do Bonfim (missas)

Segunda: 9h e 17h

Terça a quinta: 7h, 8h, 10h30 e 17h

Sexta: 6h, 7h, 9h, 11h, 15h (1ª sexta do mês) e 17h

Sábado: 7h, 8h, 10h30 e 17h

Domingo: 6h 7h30, 9h, 11h, 15h e 17h

Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia (missas)

Segunda a sábado: 7h30

Terça-feira: 18h

Quinta-feira: 16h (Missa da Graça)

Catedral Basílica (missas)

Domingo: 9h e 12h30 (às 11h tem concerto musical de piano)

Terça-feira: 17h (às 16h começa o Terço e Louvor)

Quinta-feira: Adoração ao Santíssimo às 15h30

Igreja de São Francisco (missas)

Terça-feira: 7h15, 8h, 16h30 e 18h

Quarta, quinta e sexta-feira: 7h15 (capela)

Sábado: 7h30

Domingo: 8h

Rosário dos Pretos (missas)

Segunda-feira: 9h

Terça-feira: 18h

Últimas quarta do mês: 18h

Primeira e última quinta-feira do mês: 18h

Domingo: 10h

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